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Apresentação
por Paulo Cesar Pinheiro
Ana
de Hollanda nos apresenta, como sempre, um trabalho direito. Uma produção
muito bem cuidada, arranjos de bom gosto, músicos excelentes, e
o repertório dos compositores de quem ela gosta (o que é
fundamental, acho eu, pra uma cantora), isto é, tudo pra dar certo.
Ela, com sua voz pequena mas emocional, dá seu recado com categoria.
Afinada, e de timbre mais pro agudo, ela se envolve com o que canta, e
passa, pra quem ouve, essa sinceridade. Nos surpreenderia compondo, não
fosse Ana da estirpe dos Buarque. É bonita, bem bonita a sua canção.
O disco é esmerado. Gosto imensamente do resultado. E, apesar de
interpretar com beleza as músicas lentas, tenho especial predileção,
particularmente, pela maneira sestrosa com que mostra os sambas. Disse
isso a ela e reafirmo. Valeria, futuramente, um garimpo maior pelos baús
dos velhos sambistas (como foi nesse CD com Noel e Vadico, Pedro Caetano
e Claudionor Cruz, Alcebíades Nogueira e Cristóvão
de Alencar), e uns sambas sincopados novos (tem gente que faz bem), pra
gravar um disco só de samba e brincar mais com sua maneira buliçosa
e inzoneira de cantar.
Fica
sugestão.
E vou mandar pra cartório pra reconhecer a minha firma...
Paulo Cesar Pinheiro
P.S.
- Senti falta de um samba do Chico
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