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Ana de Hollanda nos apresenta, como sempre, um trabalho direito. Uma produção muito bem cuidada, arranjos de bom gosto, músicos excelentes, e o repertório dos compositores de quem ela gosta (o que é fundamental, acho eu, pra uma cantora), isto é, tudo pra dar certo.
Ela, com sua voz pequena mas emocional, dá seu recado com categoria. Afinada, e de timbre mais pro agudo, ela se envolve com o que canta, e passa, pra quem ouve, essa sinceridade. Nos surpreenderia compondo, não fosse Ana da estirpe dos Buarque. É bonita, bem bonita a sua canção. O disco é esmerado. Gosto imensamente do resultado. E, apesar de interpretar com beleza as músicas lentas, tenho especial predileção, particularmente, pela maneira sestrosa com que mostra os sambas. Disse isso a ela e reafirmo. Valeria, futuramente, um garimpo maior pelos baús dos velhos sambistas (como foi nesse CD com Noel e Vadico, Pedro Caetano e Claudionor Cruz, Alcebíades Nogueira e Cristóvão de Alencar), e uns sambas sincopados novos (tem gente que faz bem), pra gravar um disco só de samba e brincar mais com sua maneira buliçosa e inzoneira de cantar. Fica sugestão. E vou mandar pra cartório pra reconhecer a minha firma... Paulo Cesar Pinheiro P.S. - Senti falta de um samba do Chico |